18 de out de 2010

Como Resolver um Problema

Uma grande descoberta resolve um grande problema, mas há sempre uma pitada de descoberta na resolução de qualquer problema. O problema pode ser modesto, mas se ele desafiar a curiosidade e puser em jogo as faculdades investidas, quem o resolver por seus próprios meios, experimentará a tensão e gozará o triunfo da descoberta. Experiências tais, numa idade susceptível, poderão gerar o gosto pelo trabalho mental e deixar, por toda a vida, a sua marca na mente e no caráter.



Primeiro: Compreensão do problema

• É preciso compreender o problema.

Qual é a incógnita? Quais são os dados? Qual é a condicionante?

É possível satisfazer a condicionante? A condicionante é suficiente para determinar a incógnita? Ou é suficiente? Ou redundante? Ou contraditória?

Trace uma figura. Adote uma notação adequada.

Separe as diversas partes da condicionante. É possível anotá-las?


Segundo: Estabelecimento de um plano

• Encontre a conexão entre os dados e a incógnita.

• É possível que seja obrigado a considerar problemas auxiliares se não puder encontrar uma conexão imediata.
 

• É preciso chegar afinal a um plano para a resolução.

Já o viu antes? Ou já viu o mesmo problema apresentado sob uma forma ligeiramente diferente?

Conhece um problema correlato? Conhece um problema que lhe poderia ser útil?

Considere a incógnita! E procure pensar num problema conhecido que tenha a mesma incógnita ou outra semelhante.

Eis um problema correlato e já antes resolvido. É possível utilizá-lo? É possível utilizar o seu resultado? É possível utilizar o seu método? Deve-se introduzir algum elemento auxiliar para tornar possível a sua utilização?

É possível reformular o problema? É possível reformulá-lo ainda de outra maneira? Volte às definições.

Se não pude resolver o problema proposto, procure antes resolver algum problema correlato. É possível imaginar um problema correlato mais acessível? Um problema mais genérico? Um problema mais específico? Um problema análogo? É possível resolver uma parte do problema? Mantenha apenas uma parte da condicionante, deixe a outra de lado; até que ponto fica assim determinada a incógnita? Como pode ela variar? É possível obter dos dados alguma coisa útil? É possível pensar em outros dados apropriados para determinar a incógnita? É possível variar a incógnita, ou os dados, ou todos eles, se necessário, de tal maneira que fiquem mais próximos entre si?

Utilizou todos os dados? Utilizou toda a condicionante? Levou em conta todas as noções essenciais implicadas no problema?

Terceiro: Execução do plano


Execute o plano.

Ao executar o seu plano de resolução, verifique cada passo. É possível verificar claramente que o passo está correto? É possível demonstrar que ele está correto?

Quarto: Retrospectiva

Examine a solução obtida.

É possível verificar o resultado? É possível verificar o argumento?

É possível chegar ao resultado por um caminho diferente? É possível perceber isto num relance?

É possível utilizar o resultado, ou o método em algum outro problema?

Referências:

[1] Arte de Resolver Problemas – George Pólya

Veja mais:

Um Problema de Língua Portuguesa
A Arte de Armar Equações
O Método do Desfazer

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Um comentário:

  1. Olá, Kleber!!!!

    Assim que comecei a ler o texto da postagem, me lembrei de que já lera esse tópico no livro de G. Polya!! Essas instruções de como devemos agir para elucidar um problema matemático. São ótimas orientações e eu só teria a acrescentar mais uma coisa, a de que: na hora dos cálculos procure fazer a "redução à unidade!!! 1º procure, por exemplo: saber o preço de 1 kg de alguma coisa, para então procurar novos valores tanto de múltiplos ou de submúltiplos dela!!!

    Esse livro do Polya, "A Arte de Resolver Problemas"... já me ajudou e muito na solução de problemas, bem como, na criação de soluções novas!! Eu recomendo!!!!!

    Um abraço!!!!!

    ResponderExcluir

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